Em cada galáxia existem centenas de aglomerados globulares, em alguns casos eles chegam aos milhares. As estrelas destas coleções esféricas presas a gravidade mantém certa diferença na composição química outros corpos em galáxias, algo que levanta perguntas a respeito de sua origem.

Esta ilustração mostra a localização do aglomerado globular M4 na nossa Via Láctea. Aglomerados globulares como M4 são os pioneiros assentados da Via Láctea. Muitos se fundiram para construir o centro de nossa galáxia e formaram bilhões de anos antes do surgimento do magnífico disco de pinwheel da Via Láctea. Hoje, 150 aglomerados globulares sobrevivem no halo galáctico.

Estes aglomerados globulares são considerados o berço das maiores estrelas que já existiram. Para descobrir sua origem, é preciso compreender o processo de formação destas. Após o Big Bang, apenas hidrogênio e hélio existiam no universo. Os outros elementos, porém, foram concebidos durante o processo estelar. Alguns durante a vida comum de uma estrela, enquanto outros durante explosões de supernova ou colisão de estrelas de nêutron.

De acordo com as notícias mensais da Royal Astronomical Society, uma potencial explicação para a origem destes elementos químicos poderiam ser as estrelas gigantes. Com massa até 10,000 vezes maior do que a do nosso sol, acredita-se que essas estrelas gigantes são quentes o bastante para criar estes elementos e poluir as outras estrelas de um aglomerado globular.

Estrela massiva

De acordo com Mark Gieles, professor da Universidade de Surrey:

“O que é verdadeiramente novo em nosso modelo é que a formação das estrelas supermassivas e dos aglomerados globulares estão intimamente ligadas, esse novo mecanismo é o primeiro modelo capaz de formar material suficiente para poluir o aglomerado e com as abundâncias corretas dos diferentes elementos. que tem sido um desafio de longa data.”

A teoria da equipe indica que essas estrelas foram formadas através de um processo descontrolado de colisão. Aglomerados globulares são compactados, o que faz possível que essas estrelas terminem interagindo e se fundindo em objetivos gigantes. Logo, a ideia dos pesquisadores é a de que essas estrelas supermassivas se formaram nos aglomerados e após contato com reservatórios de hidrogênio, explodiram em supernovas.

Telescópio Hubble

“Tem havido muitas tentativas para resolver este problema que tem intrigado os astrônomos por décadas e acredito que esta é a explicação mais promissora que tem sido proposta até agora,” disse o Professor Henry Lamers, da Universidade de Amsterdã.

Contudo, para descobrir se o modelo destes cientistas está correto seria necessário encontrar essas estrelas massivas, o que seria possível apenas ao analisarmos um período em que o universo ainda estava bem jovem. Este feito poderá ser possível através da nova geração de telescópios, que poderão identificar estes objetos gigantescos.

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