Toda planta precisa de luz para crescer, exatamente por isso são heliotrópicas, o que significa que elas crescem em direção ao sol. Apesar de nossa gravidade puxar tudo para baixo, plantas sempre estão se direcionando para cima, como se estivessem se alongando para receber mais luz do dia.

Só que em muitos casos nem mesmo o desejo e necessidade de luz são suficientes, especialmente quando consideramos pequenas plantinhas e aquelas que cultivamos em nossas casas e apartamentos, que precisam competir com outros móveis, prédios e obstáculos. Mas e se elas pudessem se movimentar e ir atrás do sol, como os animais costumam fazer?

Exatamente devido a esta necessidade que Sun Tianqi, roboticista chinês, criou um robô de seis pernas, desenvolvido por sua empresa a Vincross, para carregar plantas de vaso em suas costas.

O híbrido planta-robô parece um caranguejo ou um robô Bulbassauro, saído de Pokémon. Ele se move em direção ao sol quando necessário e recua para a sombra quando está cheio o suficiente. Ele também “brinca” com um humano se for tocado em sua carapaça e pode até mesmo chamar a atenção ao realizar uma pequena dança quando estiver precisando de água. Tianqi não especifica como o robô realmente monitora seu ambiente, mas não seria muito difícil assumir essas funções com alguns sensores básicos de luz, sombra e umidade.

Segundo Tianqi o projeto foi um “remake” de uma instalação anterior, feita em 2014, de uma suculenta ambulante (uma “Hakuhou” echeveria). Ele chamou o projeto “Compartilhando Tecnologia Humana com Plantas”.

Tianqi diz que ele se inspirou ao ver um girassol morto em uma exposição por falta de sol em um canto sombrio. As plantas são geralmente “eternamente, inexplicavelmente passivas”, escreve ele. Você pode cortá-los, queimá-los e tirá-los da terra e eles não fazem nada. “Eles têm o menor grau de liberdade entre todas as criaturas”. Mas, da mesma forma que os humanos aumentaram sua capacidade de se locomover com bicicletas, trens e aviões, a tecnologia pode dar nova liberdade às plantas.

“Com uma base móvel robótica, as plantas podem experimentar mobilidade e interação”, escreve Tianqi. “Espero que este projeto possa trazer alguma inspiração para a relação entre a tecnologia e as configurações padrão naturais”.

O projeto ainda não está sendo comercializado, mas as possibilidades são gigantescas, até mesmo para a manutenção de jardins, aumentando o tamanho do robô, ou pequenos comércios de pequenos produtores de plantas ornamentais.

E você, gostaria de ter em seu jardim um robozinho que leva sua planta para passear e tomar um bronze?