Quem não gosta de aplicativos de mensagem e redes sociais? Bom, o alerta precisa existir já que estes foram responsáveis por pelo menos 20 mortes criadas através de uma rede de boatos espalhados pela internet. Entre alguns grupos, especialmente os de família – em que a maioria pouco conhece a respeito da diferença entre algo inventado e algo real – estas notícias falsas se espalham com muita facilidade.

Boatos já foram a causa de pelo menos uma morte confirmada no país. Foi o que aconteceu com Fabiane Maria de Jesus, morta após ser espancada por uma multidão depois que uma notícia falsa a colocou como possível sequestradora de crianças. Contudo este não é um dado apenas do Brasil. O New York Times recentemente explicou que, na Índia, falsos rumores sobre sequestros de crianças se espalham de forma fácil e rápida. Isso levou a vários assassinatos – muitos conduzidos por turbas – nos últimos tempos e muitas das notícias originais falsas estão sendo enviadas pelo WhatsApp.

Conforme relatado pelo Guardian, pelo menos 20 pessoas foram linchadas no país nos últimos dois meses como resultado de tais rumores infundados.

Esta crescente de notícias falsas fez com que o Facebook, empresa que é dona do WhatsApp, limitasse o número de mensagens encaminhadas para 20 pessoas  na tentativa de impedir que notícias falsas se espalhem. Segundo o Gizmodo, na Índia o limite é ainda menor, com apenas cinco pessoas. Entretanto o recurso limitador não excluí a criação de novas postagens mudando algumas frases ou com um print, por exemplo.

Mesmo a limitação não consegue banir da existência as notícias falsas, que são bem complexas em sua existência e método de disseminação. Os estudos estão apenas revelando até que ponto elas se espalham e como são resistentes à correção.

Está ficando claro que a ignorância intencional e os enganos intencionais são como doenças, para as quais os antibióticos da informação factual são cada vez mais ineficazes.

Deturpar ou popularizar a ciência falsa também tem um custo: rumores infundados de desastres iminentes ou condições médicas induzidas se espalham pela web como uma infecção viral, às vezes alterando drasticamente a vida das pessoas para pior. No mínimo, coloca os esforços científicos sob uma luz ruim, já que as notícias falsas para outros relatórios geralmente levam a uma menor confiança do público no jornalismo em geral.

Como esses exemplos relatados em partes da Índia mostraram, notícias falsas também podem levar diretamente a assassinatos. As pessoas mais poderosas do mundo estão frequentemente engajadas em espalhar notícias falsas, seja para amedrontar as pessoas em busca de ganhos econômicos ou para desequilibrar o poder político.

O que podemos concluir após estudos e pesquisas é que notícias falsas não vão desaparecer tão cedo.