Quem não ama uma boa história de naufrágio? Um tema constantemente permeado por mistério e antecipação usualmente não ganha muito destaque na mídia além da descoberta inicial – ou quando algo realmente bizarro e/ou revelador surge junto com o anuncio. É o caso do navio encontrado por um time de salvamento coreano.

Relatórios apontam que um navio de guerra russo, afundado há 113 anos, foi encontrado no mar de Ulleungdo, uma ilha ao sul da Coreia do Sul. Alguns rumores apontam que o navio estava carregando uma grande quantidade de ouro, o suficiente para gerar uma possível batalha para determinar quem é o dono do naufrágio.

A empresa que encontrou o navio de guerra, Shinil Group, com sede em Seul e recém-criada, divulgou vídeos e imagens tiradas por seus submarinos de busca, que parecem mostrar o navio com uma insígnia russa.

Aponta-se que este é o grande e blindado cruzador Dmitrii Donskoi afundado durante a guerra russo-japonesa de 1904-1905, segundo a ABC News. Não apenas isso, mas o ouro que o time suspeita estar dentro pode ser estimado entre 130 e 180 bilhões de dólares.

Neste ponto das investigações nada foi verificado. Mesmo que seja o navio de guerra perdido, isso não significa necessariamente que ele está cheio de ouro. A Reuters informou que a descoberta já foi recebida com ceticismo por especialistas. Além da controvérsia do governo da Coreia do Sul, que disse à mídia local que o naufrágio já havia sido descoberto em 2003, outra empresa também declarou que encontrou o naufrágio em 2001, mas não conseguiu tirá-lo do fundo do mar.

As pessoas já viram fotografias do naufrágio realizado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Oceânica da Coreia do Sul antes, com data de 2007. Tudo também poderia estar conectado ao Grupo Shinil, envolvido em uma troca de criptomoedas – o que poderia apontar para o resgate deste ouro e sua venda online através da deep web.

Se o naufrágio for realmente validado de alguma forma ou de outra, haverá discussões sobre quem pode reivindicá-lo legalmente.

Os especialistas russos já estão pedindo prioridade, citando a lei marítima internacional, ao mesmo tempo em que descartam a noção de que há ouro a bordo. Por que, dizem eles, tanto ouro seria colocado em risco em um único navio durante um período de conflito?

Vamos ficar de olho em como essa história se desdobra e o que acontecerá com o misteriosos ouro fantasma.